Reflexões sobre EM vs. DXY Rumo ao Q3
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Tenho acompanhado de perto o espaço dos Mercados Emergentes (EM), particularmente como ele tem reagido (ou não reagido) à recente força do dólar. Minha leitura atual é que provavelmente veremos um período de maior volatilidade e talvez um ligeiro recuo nos ativos de EM, à medida que o DXY se estabiliza em torno do nível de 106-107. Eu daria as chances de o DXY se manter acima de 105 durante julho em cerca de 65-70%. O raciocínio aqui não se baseia apenas nos diferenciais de taxas, embora isso seja um fator, mas mais no que parece ser uma recalibração do apetite global por risco. Estamos vendo alguma rotação de volta para portos seguros de mercados desenvolvidos, e embora as histórias de crescimento de EM permaneçam atraentes a longo prazo, os fluxos de curto prazo tendem a seguir essa reação inicial instintiva.
Isso não quer dizer que os EM estão "mortos na água", muito pelo contrário. Em vez disso, acho que veremos um ambiente mais seletivo. Países com posições fiscais mais fortes e menor dependência de financiamento externo provavelmente resistirão melhor. Moedas na região da LATAM, por exemplo, podem enfrentar uma pressão renovada. Estou menos preocupado com algumas das maiores economias asiáticas, que parecem ter mais alavancas domésticas para acionar. A ação SAP, a 197.33, mostrando resiliência hoje, sugere que certos setores dentro do mercado mais amplo ainda estão atraindo interesse, mesmo que o cenário macro geral para EM permaneça um tanto matizado. É um jogo seletivo agora, mais do que nunca.